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Em meio a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), o programa de conexão que pode levar internet à mais de 16 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs) seguem paralisadas, apesar da necessidade urgente.  Com a saída do ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta o projeto em parceria com a RNP e a pasta da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação foi interrompido.

Na substituição de Mandetta por Nelson Teich as negociações foram retomadas junto do Vitor Menezes, o secretário de Telecomunicações do MCTIC, para a contratação de conectividade em todas as unidades de saúde.

Em entrevista ao TELETIME, José Roberto Nogueira, presidente da Brisanet, afirma que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs) responderam por 87% das propostas aprovadas na primeira rodada de 4.900 UBSs. “O trabalho vem comprovar a capilaridade e competência dos PPPs. Mostra ao Brasil que são extremamente relevantes e estratégicos hoje, e não só no momento da epidemia”, afirma. Um comunicado conjunto de associações e empresas já havia manifestado expectativas do setor com programa do governo.

Segundo Nogueira, várias dessas unidades básicas estão em cidades rurais e, mesmo assim, os pequenos provedores se disponibilizaram em conectá-las no prazo exigido inicialmente. “Todo mundo queria conectar no dia seguinte. Mas houve atraso em função das prefeituras, uma certa lentidão, porque elas não haviam sido comunicadas ainda”, conta. Ele destaca ainda que o contrato previsto pela RNP impõe a gratuidade do serviço nos primeiros quatro meses, com a remuneração apenas nos oito meses seguintes. 

Além disso, a maior parte – cerca de 11 mil UBSs – deve ser atendida com rádio e/ou satélite. Justamente pela maior dificuldade de se levar fibra, essas unidades básicas deverão ser contempladas na segunda rodada. O presidente da Brisanet diz que o MCTIC e a RNP concordaram em atender uma demanda dos pequenos provedores e deverão permitir o atendimento em rádio com frequência não licenciada, em 5,8 GHz, que é mais barato e rápido, tornando maior a viabilidade para pequenas empresas. 

A própria Brisanet foi a escolhida para 831 pontos, o que corresponde a 23% de todas as UBSs listadas no Nordeste. “Estamos aguardando o segundo posicionamento do governo se vamos poder conectar ou não. Visitamos os locais para identificar o grau de dificuldade, porque, se fosse possível, estávamos querendo bater recorde e conectar em quatro dias”, declara Roberto Nogueira. 

Fonte: Teletime

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